Notícias

Home » Notícias » Empresas de ônibus do Rio fazem mapeamento dos assaltos (Jornal Nacional, 9 de agosto de 2018)

10/08/2018

Empresas de ônibus do Rio fazem mapeamento dos assaltos (Jornal Nacional, 9 de agosto de 2018)


Banco de dados tem data e hora dos roubos, número do ônibus, lugar de embarque e desembarque dos bandidos, número da ocorrência na Polícia Civil e muitas imagens.

Jornal Nacional, Rede Globo, 9 de agosto de 2018

No Rio de Janeiro, com tantos assaltos a ônibus, empresários do setor resolveram por conta própria ajudar as investigações da polícia.

Ônibus que têm como destino um assalto. Imagens mostram que os casos se repetiram 42 vezes por dia no estado do Rio, em 2018.

Um ônibus foi roubado nesta quinta-feira (9), poucos antes das 5h, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Dois homens se fingiram de passageiros. Um foi até o fim do corredor, o outro ficou ao lado do motorista. Ele olhou para fora, viu que não tinha polícia e agiu. O ladrão atacou passageiro por passageiro. A bolsa dele foi vai ficando pesada.

Em outro vídeo, o motorista percebe que o ladrão não está armado e corre atrás dele.

“A gente sempre embarca e sai medo, com essa insegurança”.

“Pedindo a Deus que corra tudo bem na viagem”.

As empresas cansaram de registrar tantos casos na delegacia. Para dar mais segurança aos passageiros, elas resolveram por conta própria fazer um mapeamento dos assaltos. Montaram um banco de dados. As informações ficam à disposição da polícia para ajudar no patrulhamento e nas investigações.

O Sindicato das Empresas da Região Metropolitana do Rio chama o banco de dados de “relatório dos assaltos”. Tem a data e hora dos roubos, o número do ônibus, o lugar de embarque e desembarque dos bandidos, o número do registro de ocorrência na Polícia Civil e muitas imagens.

As empresas dão até uma forcinha para a polícia indicando com setas os suspeitos armados.

O último balanço apontou um aumento de 40% no número de assaltos em duas rodovias que cortam a região.

“Nós temos um banco de dados que está à disposição das autoridades para ser usado. Existe a promessa, mas na pratica, as empresas têm constatado que a situação, absolutamente, não mudou’, afirma Márcio Barbosa, do Sindicato das Empresas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

“A polícia, seja ela Militar, Civil ou PRF, ela deve ter acesso a todas essas informações. A polícia vem fazendo o máximo possível, vem colocando uma série de ações, visando colocar mais efetivo nas ruas. Principalmente policiais que eram das UPPs, estão, hoje, fazendo policiamento em ônibus”, diz o major Ivan Blaz, porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

“Não dá para ir trabalhar em paz, infelizmente não dá. Imagina, então, passar o expediente inteiro torcendo para não ser roubado de novo.”

“É tão grande a tensão, que para você manter um ônibus daquele, acelerando, porque os bandidos mandam você ir embora. ‘Vai embora, vai direto, vai embora, não para nem para descer, nem para subir’. Você tendo que manter o controle da situação, manter o controle do ônibus, estar atento com ele, com a pista, e ao mesmo tempo com 50 pessoas que estão dentro do carro. Essa é a rotina, e é todo dia, praticamente. É todo o dia”, conta um motorista de ônibus que não quis se identificar.

Assista a reportagem clicando aqui.

Compartilhe:
©Copyright Setrerj 2017 | Todos os direitos reservados.