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14/11/2019

Traficantes alteram rotas de ônibus em São Gonçalo


SBT Rio (SBT)

Empresas do Setrerj se adaptam para amparar rodoviários e atender passageiros

Reportagem exclusiva denunciou que 24 linhas têm o itinerário alterado por criminosos entre Niterói e São Gonçalo, que muda de acordo com as barricadas instaladas por traficantes. Um rodoviário conta que já foi assaltado duas vezes em menos de uma semana:

“Parei no ponto e subiu um rapaz que pagou a passagem, normal. Ele assaltou os passageiros e veio até a mim com a arma, falou que ia dar um tiro nas minhas costas, para eu dar o dinheiro. A gente fica sem saber o que fazer. Na segunda vez um casal deu o sinal, o rapaz subiu com a mochila nas costas, veio com uma faca na direção do meu peito e falou ‘perdeu, me dá o dinheiro, telefone, o que você tiver”.

Segundo ele, os bandidos são violentos, gritam e apontam as armas. Imagens das câmeras de segurança de um ônibus mostram a ousadia dos criminosos: um de capuz e outro de boné. Eles assaltam o motorista e fogem. Em outro assalto, um homem de boné paga passagem e faz a limpa nos passageiros. O motorista avisa as pessoas que entrariam no ônibus e elas deixam de subir. Até o motorista foi assaltado.

De acordo com o repórter Jackson Silva, os bandidos entram nos ônibus, pagam a passagem e partem para cima dos passageiros. As vítimas são assaltadas e 40 mil pessoas são prejudicadas, já que as empresas de ônibus precisam mudar os trajetos.

“Tomamos essa iniciativa em função de barricadas, de conflito armado entre comunidades e as autoridades, pelas condições das vias. As empresas são obrigadas, não têm outra alternativa senão mudar os itinerários para continuar atendendo aos passageiros da melhor forma”, explicou Márcio Barbosa, presidente do Setrerj.

Por causa dos constantes assaltos, alguns motoristas tiveram que fazer tratamentos psicológicos: “As empresas foram obrigadas a se adaptar a essa realidade, estruturar internamente na área de Recursos Humanos um arsenal de pessoas habilitadas de forma a atender os rodoviários que se veem nessas condições”, lamentou Barbosa.

“A gente informa o local do delito, as características do meliante, se foi na ida ou na volta, o que se passa, de forma a facilitar a operação das empresas, dar condições para que a polícia possa trabalhar”, concluiu o dirigente.

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