O Globo: Motorista cria grupo no WhatsApp para avisar os horários do ônibus aos passageiros

Os passageiros de uma linha de ônibus que circula pela Região Metropolitana do Rio estão bem mais tranquilos depois que um dos motoristas criou um grupo no WhatsApp para avisar os horários que o seu ônibus sai do ponto inicial e chega ao final.

A linha 722D, que liga Alcântara, em São Gonçalo, a São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, ganhou, no ano passado, um motorista de ouro que conquista a todos com a sua simpatia. Mais do que ajudar as pessoas, Michel Costa, de 36 anos, trata todos de forma especial, chamando cada um pelo nome e estabelecendo um laço de amizade com os passageiros.

— Vou contar como o grupo funciona: às 4h30, eu chego na garagem da empresa e meu ponto inicial, em Alcântara, fica a 3km de distância. Eu já sei que tem gente me esperando, então aviso quando estou saindo. O mesmo acontece quando chego em São Cristóvão. Como a viagem dura, em média, 50 minutos, os avisos sobre os horários ajudam os passageiros, porque eles conseguem prever a hora que vou passar no ponto deles — contou.

O grupo do Michel é um sucesso e já conta com mais de 120 pessoas. E esse número cresce a cada dia, segundo o motorista.

Foto: O Globo

— Todo dia entra gente no grupo. Agora mesmo tenho aqui mais cinco contatos que pediram para participar — afirmou Michel.

Dessa forma, com tantas pessoas no grupo, Michel conta que os próprios passageiros contribuem para o funcionamento do grupo, oferecendo também informações do trânsito mais relevantes, além de dizer os horários e localidades, onde o ônibus passa, para despreocupar os que ainda estão no ponto aguardando.

— Então é comum ver mensagens como “amigos do grupo, acabei de passar na ponte, tudo engarrafado”. Eles mesmos se ajudam — disse o motorista.

A ideia do grupo surgiu quando ele começou a trabalhar na Auto Ônibus Fagundes, há quase um ano. Michel conta que duas passageiras tinham um grupo no aplicativo com o motorista que estava de saída da empresa e, por ter gostado da ideia, decidiu aprimorá-la. Com isso, criou o grupo que existe hoje. No início, havia apenas 20 integrantes no grupo. Desde então, quando um passageiro novo sobe no ônibus, Michel pergunta se ele pegaria aquela linha com frequência e se gostaria de receber atualizações sobre os horários.

— Os passageiros ficavam com medo de assalto ou de acontecer algum acidente e precisarem esperar muito tempo no ponto sem ter nenhum conhecimento sobre onde o ônibus está. Mas agora, com o grupo, coloco o horário de saída, então o passageiro já fica sabendo. Se acontecer um acidente com um dos carros da linha, por exemplo, eu aviso para eles não se preocuparem — explicou.

Durante parte do dia, o motorista descansa na empresa, onde tem o alojamento e refeitório e, em seguida, volta para o serviço. Dessa forma, por ter levado diversos de seus passageiros para o trabalho pela manhã, no turno da noite, muitos deles pegam a mesma linha para voltar para casa.

— Tem gente que espera para ir comigo, já fizemos um laço de amizade. É muito gratificante.

Michel até mesmo estabeleceu regras de conduta no grupo e, para que sempre haja uma boa convivência, com respeito entre os integrantes. Por isso, aqueles que são administradores do grupo acabam vigiando o teor das mensagens recebidas.

— Se alguém falar uma palavra de baixo calão, eles vão repreender quem desrespeitou as regras.

Sucesso também nas redes sociais

O grupo do Michel caiu nas graças dos passageiros. O designer Gabriel Coutinho, de 29 anos, registrou em uma rede social, na tarde desta segunda-feira, o quanto o Michel fez a diferença em seu cotidiano, não apenas por causa do grupo no WhatsApp, mas também pela forma como ele trata os passageiros.

“Existem pessoas boas e trabalhadoras honestas nesse país/mundo sim. E como é bom você poder ver isso”, ele começa a publicação antes de dar início à história do Michel e do grupo que tanto ajuda a sua rotina.

“Se você precisa pegar esse ônibus diariamente, ele se prontifica a pegar um pedacinho de papel e caneta que possui em seu bolso e pede pra você anotar para que ele te adicione no grupo e nunca fique na mão”, explica como ocorre a abordagem.

Gabriel ressalta, ainda, o profissionalismo e o bom-humor do Michel.

— Pode ser que ele demore a responder pois ele só pega no celular quando chega nos pontos final/inicial para mandar mensagem para o grupo — afirmou Gabriel.

“Muito obrigado Michel por me fazer ficar surpreso todos os dias na minha volta pra casa, com seu profissionalismo diário e preocupação com todos nós passageiros! Você é o cara!!”, conclui Gabriel em sua publicação na rede social.

O Globo: Levantamento do Setrerj mostra que linhas que vão para o Rio são as mais assaltadas

Um relatório compilado pelo Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) e obtido pelo GLOBO-Niterói mostra em detalhes o que o morador já sabe: entrar e sair da cidade de ônibus se tornou uma atividade de risco. Os dados listados pelo sindicato, que reúne empresas de cinco municípios (Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá e Maricá), apontam que linhas intermunicipais são mais visadas pelos assaltantes do que as que percorrem apenas vias municipais. Em 2016, a Auto Viação 1001, que opera 14 linhas intermunicipais entre Rio e Niterói, contabilizou 76 assaltos, uma média de seis casos por mês. Outra importante companhia que liga os dois municípios, a Viação Pendotiba contabilizou 25 assaltos no mesmo período.

A comparação dos números com anos anteriores não é possível porque o Sistema de Acompanhamento de Frota em Emergência (Safe) começou a funcionar em julho de 2015, explica o superintendente do Setrerj, Márcio Barbosa. Os dados, porém, reforçam os registros oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP): nas cinco delegacias de Niterói, foram registrados 391 roubos a ônibus em 2016, uma alta de 78% em relação aos 291 de 2015. Este ano, segundo o Setrerj, já houve, até segunda-feira passada, 81 roubos.

Foto: O Globo

Segundo Barbosa, o Safe foi montado pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio (Fetranspor) porque se constatou um aumento grande do número de assaltos no primeiro semestre de 2015. Desenvolvido em parceria com o Disque-Denúncia, o Safe registra todos os detalhes da ocorrência e aciona as forças de segurança pública. A partir dos dados gerados pelo programa, o Setrerj contabilizou 931 assaltos a seus ônibus no ano passado. Algumas empresas não aparecem no relatório, entre elas a Expresso Garcia, que opera as linhas intermunicipais 709 (Charitas – Candelária), 750 (Santa Rosa – Estácio), 565 (Santa Rosa – Passeio) e 703 (Santa Rosa – Vila Isabel), as duas últimas também com frescões. De acordo com Barbosa, se a empresa não está na lista é porque seus coletivos não foram assaltados. Ele explica que não há sub-notificação dos casos, uma vez que a divulgação dos números é do interesse das companhias. O superintendente do Setrerj enfatiza ainda que os intermunicipais são mais visados pelos ladrões:

— As tarifas são mais altas, o que atrai os criminosos.

Algumas linhas são especialmente perigosas. A 740D (Charitas – Ipanema), da Auto Viação 1001, foi mais assaltada em 2016 (16 casos). Em seguida vem o frescão da linha 760D (Charitas – Galeão), com 15 registros; seguido por 775D (Charitas – Gávea, via Lapa), com 11 casos; e a linha 910, o frescão do Itaipu – Castelo, com oito roubos. Na Viação Pendotiba, os assaltos aconteceram principalmente nas linhas 38 (Itaipú – Centro) e 770D (Itaipu – Candelária), com seis casos de assalto cada. Logo atrás vem o 771D (Pendotiba – Candelária), com cinco casos. A viação Rio Ita, que faz trajetos mais longos, saindo de Itaboraí e passando tanto pela Niterói – Manilha como pela Alameda São Boaventura, foi a empresa que mais registrou assaltos em 2016. Foram 379 casos. A maior incidência foi no frescão da linha 926D (Venda das Pedras – Candelária), com 26 registros.

Pessimismo do setor

Barbosa ressalta que, se 2010 foi ruim, 2017 também não começou bem. De acordo com ele, foram 69 assaltos em janeiro, mais que o dobro dos 33 casos registrados no mesmo período do ano passado. Até a última segunda-feira, o Setrerj contabilizava 12 assaltos. Na totalidade de fevereiro de 2016, foram 63:

— O número de assaltos tem aumentado muito. Infelizmente acho que vamos bater os números de 2016 neste ano.

Obrigado a pegar ônibus diariamente até o Rio, Diego Brito se tornou parte das estatísticas de 2017 na última terça-feira. Ele pegou um frescão da Viação 1001 na Praia de Piratininga. Até deixar Niterói, a viagem estava tranquila, mas, na chegada ao Rio, no trecho entre o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e a Rodoviária Novo Rio, dois homens entraram no ônibus e anunciaram o assalto.

— Pelo menos um estava armado. O outro não consegui ver, porque estava na contenção do motorista. Eles disseram que tinham uma granada, mas não a vi — conta Diego. — Assaltaram todos os passageiros, levando celular e aliança de quem tinha.

Depois do assalto, Diego avalia trocar os ônibus pelas barcas. Isso, porém, significa mais baldeações, o que ele gostaria de evitar.

— Essa linha está muito visada. Na verdade, esse tipo de ônibus, frescão, está sendo assaltado direto — avalia ele. — Inclusive, vim conversando com um passageiro que desceu no mesmo ponto que eu. Ele disse que tinha sido assaltado no 1001 na semana passada.

O jornalista Leonardo Silva, que já fora assaltado há cerca de dois anos, num frescão da linha 740, da Braso Lisboa, voltou a ser vítima num coletivo da linha 775, o Gávea, via Lapa, da Viação 1001, dia 15 de dezembro, na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, quando voltava para Niterói.

— Voltava de Botafogo quando uma dupla fez sinal no último ponto antes de o ônibus virar para a Leopoldina. Um dos homens rendeu o motorista fingindo estar armado e o outro subiu pela porta traseira e pegou os celulares dos passageiros. Foi tudo muito rápido. Algumas pessoas reclamaram, dizendo que o motorista não devia ter parado ao sinal da dupla, mas outras o defenderam — relata.

Polícia Rodoviária Federal: casos frequentes no Caju e na Niterói-Manilha

Porta-voz da Polícia Rodoviária Federal do Rio de Janeiro, José Hélio Macedo diz que os assaltos a ônibus ocorrem com mais frequência na altura do Caju, no Rio, com anúncio do roubo já na Ponte Rio-Niterói; e na BR-101, trecho da Niterói-Manilha próximos à ponte, geralmente, de criminosos que embarcam em São Gonçalo. Morado diz que o combate a este tipo de crime é uma das prioridades da PRF no Rio. Os policiais baseados em Niterói aumentaram em 53% o número de prisões em 2016 em comparação ao ano anterior: foram 377 contra 245, segundo a Delegacia da PRF, baseada na Ponte Rio-Niterói.

— A região de Niterói e São Gonçalo está vivendo um problema mais amplo de aumento na violência, que não é só da rodovia. Isso é notório. Temos intensificado o trabalho da polícia e trabalhado muito com o 7° BPM (São Gonçalo) nos acessos à BR.

Em novembro, a PRF anunciou que aumentaria o número de motociclistas atuando no trecho Niterói-Manilha, que vinha sendo alvo de arrastões. A corporação também estuda deslocar sua base na altura de Itaúna , em São Gonçalo, para uma área mais próxima ao pedágio de Manilha. A unidade foi alvo recentemente de ataques de traficantes.

O Globo: Criança é usada para assaltos a ônibus na Avenida do Contorno, em Niterói

NITERÓI — Uma criança que aparenta ter 10 anos está sendo usada como chamariz para assaltos a ônibus na Avenida do Contorno, em Niterói. Imagens de câmeras obtidas pelo GLOBO-Niterói mostram como funciona a abordagem, no primeiro ponto após a descida da Ponte Rio-Niterói. Elas foram registradas em dois ônibus no último domingo.

Em um dos casos, uma criança faz sinal para o ônibus e, quando ele para, ela entra acompanhada do assaltante. O criminoso então aponta uma arma para o motorista, que repassa o dinheiro. Um passageiro se assusta e corre para os fundos do ônibus. Em seguida, o menor passa por baixo da roleta e aborda os passageiros, mas, aparentemente, não leva nada. A ação dura 38 segundos, começa às 13h46. No segundo vídeo, às 13h39, é a própria criança quem tira o dinheiro do caixa do ônibus.

Foto: Reprodução de vídeo

No ano passado, segundo o Instituto de Segurança Pública, foram registrados em Niterói 391 roubos a ônibus, uma alta de 78% em relação aos 291 casos registrados em 2015. O ano de 2016 foi o que teve o maior número de registros deste tipo desde 2011, quando foram registrados 588 casos. Segundo o Sindicato da Empresas Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Setrerj) foram 931 roubos em coletivos em 2016. O sindicato abrange linhas municipais e intermunicipais de Niterói e São Gonçalo.

O GLOBO-Niterói já mostrou como a insegurança nos ônibus se tornou um problema sério para o morador da cidade. Em outubro, constatou-se que, por ordens de traficantes, motoristas de algumas linhas mantêm as câmeras de vídeo encobertas em determinados trechos do itinerário próximos a locais dominados pelo tráfico.

O Globo: Liberação das faixas seletivas a carros de passeio atrasa viagens de ônibus em Niterói

NITERÓI – Criadas para agilizar a vida do usuário do transporte público, as faixas seletivas estão com papel cada vez mais acanhado na cidade. Em trechos com trânsito carregado, como Fonseca e Centro, a orientação da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) aos guardas é a de, nos horários de pico, liberar as pistas exclusivas também aos veículos particulares. O impacto da medida é sentido no dia a dia dos usuários, principalmente por quem passa pela Alameda São Boaventura. Lá, segundo levantamento do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sintronac), a travessia dos 3,1 quilômetros de corredor viário leva cerca de 40 minutos, 25 a mais do que o tempo gasto com o uso adequado das seletivas. Para especialistas, a alternativa que beneficia os carros de passeio é um contrassenso à política de incentivo ao transporte público.

Tudo o que é preciso para resultar num engarrafamento pode ser observado na Alameda. Incrustada num bairro de grande densidade demográfica, a via é repleta de comércio e serve de passagem para quem vai e vem de municípios vizinhos, como São Gonçalo; da Região dos Lagos; e do Norte Fluminense. Não à toa, o número de ônibus ali impressiona: dados da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) apontam que mais de 60 linhas passam diariamente por lá, entre municipais e intermunicipais. A solução para melhorar o fluxo foi o corredor viário construído em 2010, projetado para triplicar a velocidade média dos coletivos ao longo do trecho. Atualmente, no entanto, os ônibus perderam o privilégio justamente nos horários mais importantes: das 6h às 14h, todas as faixas no sentido Centro são liberadas. O sentido oposto é aberto a partir das 14h.

Foto: O Globo

— É um contrassenso. Para implantar a faixa nesses moldes, é melhor não fazer nada. Essa é uma das ações que ajudam a estabelecer a primazia do transporte público sobre o privado. Se é esse o mote, não pode permitir o uso indiscriminado da faixa no horário de pico. O objetivo deve ser favorecer o transporte coletivo, submetendo seus usuários a um menor tempo de viagem — avalia José de Oliveira Guerra, do departamento de Engenharia de Transporte da Uerj.

Ainda segundo Guerra, quando os corredores viários são efetivos, o cidadão passa a considerar deixar o carro em casa. Para isso, ele explica, é desejável oferecer uma velocidade de tráfego notavelmente maior para os ônibus do que aos outros automóveis. Quem utiliza o transporte público concorda com a estratégia. A estudante de Psicologia Amanda Torres mora no Fonseca e sente o desgaste de perder horas no trânsito. Diariamente ela pega o horário de pico para ir e vir de Botafogo:

— Se você tira o único privilégio que a gente tem no transporte público, o serviço, que já não é tão bom, fica ainda pior e mais cansativo. Eu sempre notei como a faixa seletiva é um adianto, porque via os carros parados e os ônibus andando.

Além do Fonseca, a cidade tem faixas seletivas no Centro (nas avenidas Feliciano Sodré e Visconde do Rio Branco) e em Icaraí (na Rua Gavião Peixoto e na Avenida Roberto Silveira). No Centro, a pista exclusiva da Avenida Visconde do Rio Branco começa na altura do Terminal Rodoviário João Goulart, para absorver o volume de ônibus que saem de lá. O radar eletrônico instalado naquele ponto e que flagrava as infrações está desativado. A prefeitura informa, por nota, que o fato de um radar fixo estar momentaneamente sem operar não significa que a via está livre de fiscalização. Ressalta ainda que radares móveis também são utilizados. Naquele ponto, por volta das 18h, agentes de trânsito passam a direcionar os carros de passeio para a pista destinada aos coletivos. Um dos que estavam operando no local na última terça-feira justifica:

— Sem esse procedimento, o trânsito fica carregado até as 20h, 21h, e a cauda de veículos vai até a Feliciano Sodré. Com a liberação, às 20h a Feliciano Sodré já está livre. Atrasa um pouco os ônibus, mas melhora muito para os carros.

Professor de engenharia de transporte da Coppe/UFRJ, Paulo Cezar Ribeiro rebate:

— Se levar em consideração o número de pessoas que passam num determinado ponto, vai passar menos gente se você abrir (a seletiva) aos carros do que se você deixar livre para os ônibus. No conjunto, somando os usuários de automóveis com os passageiros dentro de ônibus, vai passar menos gente.

Cerca de 60 batidas por mês

Motorista da linha 731D (Charitas-Candelária, via Fonseca), Carlos Maurício dos Santos diz que o número de viagens que faz por dia caiu de três para duas com a complicação do trânsito:
— Na hora de pico, para tudo. Antes, fluía para os ônibus. Principalmente durante o horário de rush, tem que haver exclusividade.

Santos diz ainda que são frequentes os casos de batidas leves com veículos de passeio na Alameda São Boaventura, porque os mesmos não respeitam a preferência do ônibus na saída das baias centrais, em que passageiros embarcam e desembarcam. A queixa do motorista vai ao encontro das estatísticas do Sintronac. Segundo o sindicato, todo mês ocorrem cerca de 60 pequenas batidas envolvendo ônibus na Alameda.

— Existe um conflito entre carro de passeio e transporte coletivo, e a prefeitura não está sabendo administrá-lo. Os grandes centros urbanos priorizam o transporte público, enquanto aqui estão beneficiando o carro particular — diz Rubens dos Santos Oliveira, presidente do Sintronac.

A NitTrans explica que os guardas são orientados a liberar faixas seletivas apenas quando há fluxo intenso de trânsito. Destaca ainda que seus canais de comunicação vêm recebendo apoio de passageiros e motoristas de ônibus devido à fluidez do tráfego em horários de pico. A NitTrans ressalta que uma faixa segregada em uma via congestionada não garante fluidez na seletiva, pois o tráfego fica represado nos locais de saída, gerando um verdadeiro nó ao trânsito.