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30/06/2019

BRT afetará mobilidade na descida da Ponte Rio-Niterói


O Globo, 30/06/2019
Por Giovanni Mourão

Ônibus e carros que descem o elevado pelo Into não poderão mais acessar a Avenida Francisco Bicalho devido às obras do corredor TransBrasil. Ponto de ônibus em frente ao hospital será extinto.

NITERÓI — Veículos que descem a Ponte Rio-Niterói pela pista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) não poderão mais usá-la para acessar a Avenida Francisco Bicalho: o BRT TransBrasil (Deodoro-Rodoviária), em construção, bloqueará o acesso à direita com suas canaletas de concreto. E o ponto de ônibus em frente à unidade médica será extinto. As informações foram confirmadas, por e-mail, pela prefeitura do Rio, que não especificou quando o acesso será fechado.

As medidas integram as obras para a implantação do novo corredor — cuja inauguração está prevista para dezembro — e afetarão 84 linhas de ônibus intermunicipais que fazem ponto no local e transportam cerca de 2,5 milhões de passageiros por mês, segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Setrerj) — a maioria vinda de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá.

Hoje, as obras ocorrem na pista do meio, sob o viaduto do Gasômetro , por onde passará o novo corredor. O BRT ocupará duas das três faixas de rolamento. A pista da esquerda, que vai até a Rodoviária Novo Rio , será a única livre para o trânsito de veículos, diz a Secretaria de Infraestrutura da capital.

Com o bloqueio, os motoristas que descem da Ponte terão duas alternativas para acessar a Francisco Bicalho: uma delas já conhecida, o viaduto do Gasômetro, cuja descida fica a mais de 500 metros da rodoviária; a outra é uma rampa que a prefeitura promete construir, em direção à avenida, a partir do único trecho que restou da Perimetral, em frente à rodoviária.

Mobilidade prejudicada

As mudanças a serem executadas pela prefeitura do Rio preocupam empresários de ônibus e a concessionária Ecoponte. Representantes de ambos se reuniram na semana passada e concluíram que as alterações vão atrapalhar a mobilidade dos usuários das linhas intermunicipais que atravessam a Ponte e fazem ponto em frente ao Into; e que a via segregada, ao bloquear a passagem com canaletas de concreto, vai piorar o trânsito.

Segundo o presidente executivo do Setrerj, Márcio Barbosa, além dos problemas citados, as medidas prejudicarão o tráfego entre o Caju e a Rodoviária, já complicado devido às obras naquele trecho do BRT TransBrasil.

— Além de ser usado por milhares de passageiros diariamente, o ponto do Into serve de integração para muitos usuários que atravessam (a rua) para o outro lado do hospital a fim de pegar suas conduções em direção à Baixada Fluminense. Hoje, esses passageiros também podem descer em frente à rodoviária, no ponto seguinte. Com a transformação da pista esquerda numa via expressa , esses pontos não existirão mais — diz o presidente do Setrerj.

Travessia de uma hora

Barbosa sugere ainda que a prefeitura instale um sinal no BRT, entre o Into e a rodoviária, retendo o fluxo do novo corredor e permitindo que veículos entrem à direita para acessar a Francisco Bicalho.

Há cerca de quatro meses, desde quando foram iniciadas as obras do BRT próximo ao Into, o tempo de travessia da Ponte em direção ao Rio, mesmo no contrafluxo, por volta das 16h, passou de 13 minutos para uma hora, segundo o Setrerj.

A Ecoponte esclarece que tem buscado formas de minimizar impactos no trânsito nos acessos ao Rio devido às obras. Diz ainda que reitera seu compromisso de implantar melhorias para a mobilidade no Grande Rio, cumprindo seu cronograma de obras (como a alça de acesso para a Linha Vermelha ) e discutindo soluções com o poder público.

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