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02/12/2021

Tendências de compliance para 2022


Por LEC Legal Ethics Compliance

Um dos fatores que diferenciam os profissionais que se destacam no mercado de trabalho é a forma como se preparam para o futuro, pensando em como vão impactar o mercado positivamente. Por isso, é muito importante que você conheça as tendências de Compliance para 2022 e prepare-se desde já.

Quais são as tendências de Compliance para 2022?

Primeiramente, precisamos esclarecer que o cenário de Compliance não é homogêneo em todo o país, portanto, é preciso que você analise as tendências de acordo com a realidade de cada instituição.

Cada organização tem o seu porte, sua estrutura de capital e está em um momento bastante particular. Esse contexto diversificado não é algo pontual, vai continuar acontecendo, afinal, o mercado está em constante movimento.

Como profissional da área, é importante que você compreenda cada cenário de forma personalizada, com um olhar específico para a cultura da empresa e para o nível de engajamento da instituição com o programa de Compliance.

Por isso, quando o assunto são as tendências de Compliance, é preciso ter essa visão de que são muitos os cenários existentes e de que você precisará se adaptar ao nível de engajamento com Compliance de cada organização.

A diferença entre projeto e programa de Compliance

Apenas falar que o ramo de Compliance vai continuar em crescimento, seria muito básico. Portanto, vamos apresentar duas tendências que fazem mais sentido para empresas que veem o programa de Compliance de fato como um programa e não como um projeto.

Isso porque projetos têm começo, meio e fim. Já um programa, é algo constante, que não acontece só uma vez, mas se mantém na busca por novos ajustes, com o foco em continuar fazendo o que é certo em todos os âmbitos.

Mesmo que outras empresas ainda sejam de menor porte e não contem com essa visão sobre a área, é preciso manter as tendências que vamos apresentar a seguir no seu radar, já que o segmento está em crescimento constante e as instituições tendem a avançar cada vez mais nesse sentido.

1. Inovação além da tecnologia

Quando o Compliance ainda era uma novidade no Brasil, era comum que a visão sobre o ramo fosse apenas relacionada à corrupção, ou seja, a sanar irregularidades ou mesmo prevenir situações. Porém, o Compliance vai muito além, existem outros cenários para que as organizações estejam em conformidade — como podemos citar a questão da proteção de dados, que também deve ser abordada nos programas.

O Compliance consiste em ajudar as empresas a “fazerem as coisas corretas do jeito certo” e, como já citamos, o mercado está em movimento e é preciso que as organizações sejam inovadoras.

Quando o assunto é inovação, é comum pensarmos apenas em novas tecnologias e softwares. Porém, também é necessário que as organizações estejam dispostas a irem além da tecnologia, buscando maneiras diferentes de melhorar e desenvolver o negócio, a fim de ter ações que reforcem uma cultura positiva e ética.

A forma como o programa vai ser abordado na instituição precisa ser pensada com um olhar particular. Existem os pilares do programa de Compliance, contudo, não há regras sobre a maneira de implementação, ou seja, não precisa ser feito da mesma forma em todas as instituições.

Muitas vezes, a inovação pode estar nos detalhes — no cronograma de treinamentos, em um software específico para ser o canal de denúncias anônimas ou em qualquer outro ponto que pareça simples e comum, mas que, com alguma adaptação, proporcione um aspecto mais inovador para a empresa.

2. Maior foco em ESG

ESG (Environmental, Social and Corporate Governance — em tradução livre: Governança Ambiental, Social e Corporativa) consiste na consideração de uma organização com base em fatores sociais e ambientais, com foco na sustentabilidade.

Sem dúvidas, esse ponto é uma grande tendência e muitas instituições já estão revendo seus programas para buscar maneiras de ter processos corretos e uma evolução da Governança.

Essa sigla com apenas três letras tem muito impacto e já tem transformado o universo corporativo, já que uma Governança sustentável afeta não apenas a comunicação da empresa, mas a maneira como ela opera por completo e até mesmo como se relaciona com colaboradores, parceiros e com a sociedade.

O interessante desse aspecto em focar no ESG é que as empresas dão mais importância às pessoas de forma geral — pois se preocupar com funcionários e colaboradores é essencial, mas ainda assim, é somente o básico. Por isso, no contexto da ESG, a sociedade também passa a ser um ponto relevante para as organizações, afinal, as empresas impactam o mundo de alguma maneira e é necessário que façam isso pensando na sustentabilidade.

As organizações precisam estar em conformidade para não cair no equívoco de apenas lançar materiais que comuniquem ações sustentáveis, deixando a comunicação ser maior do que a realidade. Dessa forma, como ESG é uma das tendências de Compliance para 2022, faça com que a empresa na qual você trabalha ou presta serviço, seja uma organização realmente responsável e com uma evolução da Governança nesse aspecto.

Outros assuntos relevantes sobre Compliance

Abordamos as duas principais tendências de Compliance para 2022, com um olhar mais direcionado a pontos que estão ganhando cada vez mais destaque e que podem diferenciar as empresas no próximo ano.

Contudo, outra forma de identificar tendências é olhar para o passado e para o presente, analisando as mudanças que têm ocorrido. Assim, é possível mapear o que possivelmente está por vir. Com essa visão, podemos entender como as novas tecnologias e as mudanças em relação à proteção de dados têm estado entre os temas mais abordados do ramo de Compliance.

Conhecendo esse contexto, também vale o lembrete para você ter atenção com tudo que envolva o cenário da economia baseada em dados e a supervalorização desses ativos. Procure saber mais sobre a LGPD, a PEC 17/2019 e outros assuntos relacionados.

Veja o original aqui.

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