Obra do BRT Transbrasil prejudica trânsito na ponte Rio Niterói

RJ TV 1ª Edição, Rede Globo, 31/07/19

Quem vem pro Rio pela ponte precisa sair mais cedo de casa. Obra atrapalha ainda quem vem pela avenida Brasil. Não tem guarda de trânsito no local da obra, no Caju, mas prefeitura promete intensificar fiscalização.

O Setrerj solicita um diálogo com a prefeitura para minimizar o transtorno aos usuários do transporte público.

Assista aqui.

Jovens Aprendizes apoiam Campanha do Agasalho

Na ultima sexta-feira, dia 19/07, a sala Setrerj de Niterói recebeu os Jovens Aprendizes do curso de Atendimento ao Cliente e Auxiliar de Mecânica e Elétrica do Instituto JCA, que tiveram a iniciativa de apoiar a Campanha do Agasalho 2019.

O Setrerj agradece os alunos Natali Ferreira, Laís Muniz, Sabrina Alves e Vagner Salves pelo apoio!

Setrerj explica aumento

O Fluminense, 13/07/2019
Por Lucas Schuenck

Sindicato das empresas argumenta que último reajuste aconteceu em 2017 e que contrato prevê correção anual.

O Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) emitiu um comunicado para esclarecer o reajuste nas tarifas de ônibus em Niterói, que entrou em vigor neste sábado (13). O documento, assinado por Márcio Barbosa, presidente executivo, destaca que o último reajuste na tarifa única em Niterói aconteceu em 2017, sem que tenha ocorrido nenhum reajuste no ano passado. Ainda segundo Barbosa, o contrato de concessão, em vigor entre as empresas operadoras e prefeitura prevê um reajuste anual, com base na variação do índice IPCA, que mede a inflação no país.

No documento, constam ainda como justificativas investimentos, por parte das empresas de ônibus, da ordem de R$ 15 milhões para a melhoria da frota. Ao término da carta, o presidente também salienta que a prefeitura “estendeu a meta de, até o final de 2020, a climatização da frota das empresas passe de 90% para 95%, o que resultará em mais investimentos por parte das mesmas”.

O aumento das passagens de ônibus foi aprovado pela Secretaria de Urbanismo, pela Controladoria-Geral do Município e pela Procuradoria-Geral do Município no último dia 10 de julho. Com isto, a tarifa passou de R$ 3,90 para R$4,05.

Na oportunidade, o secretário municipal de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier, destacou que a cidade de Niterói possui, segundo ele, uma das frotas mais modernas do Brasil.

“Niterói é a cidade com o maior percentual de climatização do País. Importante ressaltar que os reajustes estão determinados no contrato de acordo com o IPCA, o índice oficial de inflação do país, mas a administração busca garantir que a qualidade do serviço à população se aproxime da excelência. Além das metas do número de ônibus com ar-condicionado, nós reduzimos a vida útil dos veículos de 10 anos para 6 anos, e unificamos as tarifas, que antes eram distintas de acordo com a linha, pela de menor valor”, declarou.

Possibilidade de judicialização – Embora conte com apoio de ampla maioria na Câmara, a iniciativa de reajustar as passagens não agradou a todos os vereadores. Bruno Lessa (PSDB) protocolou, na sexta (12), denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) contra o aumento da passagem de ônibus em Niterói. Lessa coordenou, a CPI dos Ônibus, na Casa Legislativa, em 2013.

“Desde o início da atual gestão, os reajustes têm sido acima da inflação acumulada. O reajuste, de 2013 a 2019, foi de 47,27%, no acumulado, enquanto o IPCA no mesmo período foi de 40,69%. Se os aumentos seguissem à risca a inflação, a tarifa, hoje, seria de R$ 3,40. Vou mostrar ao MP que isso é ilegal e desrespeita o contrato de concessão. Historicamente, os aumentos das tarifas de ônibus são abusivos! E é o consumidor quem paga a conta da relação promíscua e de interesses entre a prefeitura e os empresários de ônibus”, declarou o vereador.

O tucano é autor de ações populares que contestam o aumento da tarifa com base em dados obtidos na CPI dos Ônibus. A primeira, em 2014, contra a prefeitura, foi motivada pelo reajuste de R$ 2,75 para R$ 3 no preço das passagens.

Acesse o original aqui. 

SETRERJ apresenta seu Programa de Integridade e Conformidade para toda a equipe

O Setrerj, Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro, está trabalhando desde maio em um Programa de Integridade e Conformidade (PIC), buscando estar em Compliance. Na última sexta-feira, dia 05 de julho, no auditório do Sindicato, aconteceu uma importante etapa do trabalho, quando foi apresentado o projeto para todos os funcionários da Instituição.

Na apresentação feita pelo Grupo de Trabalho, que inclui os líderes das áreas do Setrerj e o presidente executivo Marcio Barbosa, foi explicado o que é, por que criar e como funciona um Programa de Integridade e Conformidade. Foi apresentado ainda, o que vem sendo feito pelo Grupo e o selo do PIC. Ao final da reunião, foi oferecido um coffee break e distribuído uma bolsa reutilizável do Setrerj, como presente aos funcionários.

Participaram 51 colaboradores, do escritório e das lojas Setrerj, e todos pareceram bastante entusiasmados, oferecendo contribuições.

“Foi além das expectativas. Minha equipe está muito entusiasmada para apresentar diversas sugestões.”, disse Bruno Ribeiro, coordenador de Gratuidade. “Foi ótimo e ficou nítido o entusiasmo de todos os funcionários”, complementou Gilson Ferreira, líder da área ambiental. “Estou orgulhosa e honrada por participar desse momento”, constata Renata Moraes, que trabalha com os Consórcios Transnit e Transoceânico.

Nanny Ribeiro, da área de Mobilidade, explica: “O diferencial da reunião foi que abrimos espaço para que se tornasse um bate papo entre o Grupo de Trabalho e os funcionários. O resultado foi excelente!”

Márcio Barbosa finaliza: “É muito importante perceber que toda a equipe está unida e comprometida em torno desse objetivo, tão prioritário para nós. É inspirador!”

O Setrerj será o primeiro sindicato associado à Fetranspor a trabalhar Compliance, depois do Rio Ônibus.

BRT mudará trânsito na descida da ponte

O Fluminense, 07/07/2019
Por Carolina Ribeiro

Passageiros de 44 linhas não poderão mais desembarcar em ponto em frente ao Into

A construção do BRT Transbrasil (Deodoro/Centro do Rio) vai alterar a rotina de motoristas e passageiros de ônibus que descem da Ponte Rio Niterói em direção à Av. Francisco Bicalho, no Centro. Por conta do corredor viário que está sendo construído na Av. Brasil, terá duas faixas no trecho sob o Viaduto do Gasômetro, e deve ficar pronto até o fim do ano, o acesso à via pela pista da direita da Av. Brasil será fechado em até dezembro, na altura do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Além dos automóveis, pelo menos 44 linhas de ônibus utilizam este trajeto, segundo levantamento do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj).

Com a medida, que prevê a segregação do corredor viário com concreto, impedindo a travessia de veículos para a Francisco Bicalho, quem desejar acessar a avenida deverá seguir pelo Viaduto do Gasômetro. Não há alteração para quem desce na altura do Into em direção à Av. Rodrigues Alves/Túnel Marcelo Alencar e Zona Norte.

De acordo com o Setrerj, das 84 linhas de ônibus que param no ponto do Into, 44 seguem em direção à Francisco Bicalho, outras 20 seguem em direção à Rodrigues Alves e as demais seguem em direção à Zona Norte. Márcio Barbosa, presidente executivo da entidade, acredita que a mudança dará um nó ainda maior no trânsito da região, além de prejudicar mais da metade dos passageiros cujo ônibus desce no Into. Para ele, a solução de veículos seguirem pelo Viaduto do Gasômetro não atende a população e informou que o sindicato não foi avisado da alteração, mesmo tendo participado de uma reunião em abril com a Secretaria de Transportes do Rio, onde o BRT foi o tema do encontro.

“Pode ser que o passageiro consiga outra opção de ônibus – pela Rodrigues Alves – para o ponto do Into, mas não terá para a Rodoviária Novo Rio. Dependendo de onde o novo ponto será localizado na Francisco Bicalho, terão que pegar outra condução, pois será longe para caminhar. Esperávamos ser convocados para novas reuniões para alterações, mas o projeto não foi apresentado, assim como um estudo de impacto da medida”, afirma.

Mudanças – A secretaria explicou que o ponto do Into – na pista esquerda da Avenida Brasil -, utilizado por mais de 2,5 milhões de passageiros mensais de 84 linhas de ônibus, principalmente de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí, não será extinto. Porém, os ônibus que descerem da Ponte nesta rampa somente poderão seguir pela Av. Rodrigues Alves/Túnel Marcelo Alencar. Desta forma, pelo menos 44 linhas, que fazem seu trajeto acessando a Francisco Bicalho pela descida do Into, serão afetadas. O ponto é utilizado para acesso à unidade hospitalar e para baldeação em direção a Baixada Fluminense e outros lugares.

Ainda de acordo com a SMIH, para passageiros de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí, o passageiro que pretende continuar desembarcando no ponto do Into terá que pegar os ônibus que seguirão para o Túnel Marcelo Alencar/Rodrigues Alves ou até a própria Francisco Bicalho – pelo Viaduto do Gasômetro – e fazer o transbordo de volta para a outra pista. Já para veículos e ônibus que seguem pela Avenida Brasil, o trajeto para a Francisco Bicalho será pela Rua Sá Freire, passando pela lateral do Into.

Sobre a alteração do fluxo de veículos no trecho, a Ecoponte, concessionária que administra a Ponte Rio-Niterói, afirmou que têm buscado formas de minimizar qualquer impacto na Ponte provocado por ajustes da Prefeitura do Rio nos acessos à capital fluminense devido às obras do BRT na Av. Brasil.

Novo viaduto – Para atenuar o trânsito, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (SMIH) do Rio afirmou que será criado um viaduto de acesso da antiga Perimetral, que foi derrubada no governo do ex-prefeito Eduardo Paes, para a Avenida Rodrigues Alves. A secretaria, no entanto, não informou detalhes sobre o projeto.

De janeiro a maio deste ano, foram registrados 401 roubos em ônibus de São Gonçalo

RJTV 1ª Edição, Rede Globo, 05/07/19

Setrerj diz que empresas se estruturam para cuidar de rodoviários traumatizados com a violência

Reportagem no 1º bloco mostrou imagens de câmeras de segurança que registraram assaltos em ônibus de São Gonçalo. Dados do ISP mostram que entre janeiro e maio foram registrados 531 roubos a ônibus nas quatro delegacias que atendem São Gonçalo, um aumento de mais de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Uma passageira disse que só neste ano já perdeu dois celulares em assaltos. Segundo a repórter Ana Paula Santos, os assaltos acontecem também nos pontos de ônibus. Um passageiro disse que os assaltantes operam até em um ponto que fica a 300 metros do 7° BPM (São Gonçalo).

Márcio Barbosa, presidente Executivo do Setrerj, lamenta: “As empresas foram obrigadas a estruturar a sua área de gestão de pessoas para atender esses funcionários, ouvi-los e dependendo da gravidade liberá-los do trabalho no dia seguinte”. 

A PM disse que adota o modelo de policiamento preventivo e ostensivo para combater os roubos a ônibus em São Gonçalo e que em junho deste ano esses assaltos caíram 38,5%, na comparação com junho de 2018.

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BRT Transbrasil vai fechar acesso da ponte para a Avenida Francisco Bicalho

RJTV 1ª Edição, Rede Globo, 05/07/19

Empresas de ônibus dizem que mudança vai afetar 84 linhas e 2,5 milhões de pessoas

Reportagem no 1º bloco noticiou que o corredor BRT Transbrasil vai alterar o acesso à Avenida Francisco Bicalho. Quem costuma atravessar a Ponte Rio-Niterói está preocupado com o efeito que isso terá no trânsito. Segundo a repórter Priscila Chagas, a pista do BRT passa no meio do caminho de quem desce a ponte para acessar a Leopoldina e uma agulha de acesso será fechada.
A concessionária que administra a ponte busca formas de reduzir os impactos no trânsito com as alterações previstas com BRT e que atualmente, à tarde, o tempo de travessia em direção ao Rio já é maior que o normal.

A prefeitura do Rio explicou que o ponto de ônibus em frente ao Into vai continuar funcionando. A secretaria municipal de Infraestrutura e Habitação informou que os ônibus que descem na ponte pela rampa em frente ao Into só poderão seguir pela Av. Rodrigues Alves ou pelo túnel Marcello Alencar, pois as pistas do BRT vão interferir na travessia para a Francisco Bicalho. A prefeitura não esclareceu se vai alterar o itinerário destas linhas.

O sindicato das empresas de ônibus do estado disse que 84 linhas de ônibus usam esse trajeto e que as alterações devem prejudicar mais de 2,5 milhões de passageiros.

De acordo com o comentarista Edimilson Ávila, o secretário municipal de Infraestrutura disse que ninguém vai ser prejudicado.

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Suspeitos obrigam motorista de ônibus a levar quadrilha para jogo de futebol no RJ

Cidade Alerta RJ (RecordTV), 02/07/19

Suspeitos sequestraram um ônibus em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, para levar uma quadrilha em um jogo de futebol no último domingo (30). O motorista, que trabalha em linhas de São Gonçalo, Alcântara e Itaboraí, foi obrigado a dirigir o dia todo.

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Setrerj defende cooperação com autoridades para aumentar segurança no transporte

CBN, 02/07/19

Bandidos impedem ônibus de circular com adesivo do Disque-Denúncia em São Gonçalo

No domingo, traficantes sequestraram um ônibus para levar bandidos a um jogo de futebol em São Gonçalo. O motorista teve que transportar os criminosos e só foi liberado à noite. Rodoviários que trabalham em Niterói, São Gonçalo e região dizem que está cada vez mais difícil trabalhar nessas áreas por conta do avanço da criminalidade.

Em entrevista ao CBN Rio, Marcio Barbosa, presidente-executivo do Setrerj, lamentou a situação:

“O Setrerj tem denunciado às autoridades a cada ato desse tipo. Temos todo tipo de violência contra os rodoviários, contra os passageiros. Os veículos não podem circular com adesivos do Disque-Denúncia em determinadas comunidades. O Setrerj faz, em conjunto com o Sintronac, sindicato dos Rodoviários, denúncias no sentido de que as autoridades possam agir. Já que a gente não tem poder de polícia, colaboramos com as autoridades para que as ações possam ser efetivas. Está impraticável. Hoje as linhas operam, mas amanhã você não sabe se essa mesma linha vai chegar ao ponto final, ou se vai ter o itinerário interrompido. Isso é uma rotina em São Gonçalo, onde as empresas são obrigadas a repor o adesivo com regularidade”.

Ao ser perguntado sobre a comunicação com as autoridades e as ameaças sofridas por rodoviários, o dirigente respondeu:

“Eles são ameaçados. Pessoas da comunidade pulam a roleta e não pagam tarifa. É uma total irregularidade na operação do transporte. A situação é grave no Salgueiro e várias linhas que passam por São Gonçalo tem as rotas alteradas em função do tráfico. Temos diálogo com a polícia e prestamos colaboração. Temos um contato estreito com o 7º BPM (São Gonçalo) e o máximo que a gente pode fazer é fornecer os elementos para que o planejamento das ações possa ser o mais eficaz possível. Todos os atos criminosos são notificados à secretaria de Transportes de São Gonçalo, porque somos cobrados se os horários ou itinerários não forem cumpridos. Não há colapso de forma nenhuma, o que as empresas fazem é alertar as autoridades no sentido de que a linha está sendo interrompida. Estamos pedindo apoio do MP-RJ para que a operação do transporte público possa ter uma rotina estabelecida”, concluiu Barbosa.

Leia na íntegra aqui.

Cem mil usuários de ônibus já foram afetados por ações de grupos criminosos organizados em São Gonçalo

Extra On e Globo On, 01/07/19

Casos de Polícia

Cerca de 30 linhas de ônibus que circulam em São Gonçalo, o segundo município do estado mais populoso com cerca de 1,1 milhão de habitantes, deixaram de circular ou tiveram seu itinerário alterado este ano em consequência de ações do tráfico ou de grupos de milicianos que dominam armados territórios na cidade. Os números constam de ofícios encaminhados pelos empresários de ônibus da cidade ao Ministério Público estadual, à Polícia Militar e ao setor de fiscalização do transporte público. Eles calculam que cerca de cem mil passageiros já foram afetados este ano.
Neste domingo, em mais um caso de extrema violência, um motorista de ônibus foi sequestrado, agredido e ameaçado por traficantes quando trabalhava. O Sindicato dos Rodoviários com atuação em Niterói e São Gonçalo (Sintronac) informou na tarde desta segunda-feira que depois do episódio, quatro linhas (totalizando 20 veículos) de ônibus paralisaram a circulação durante todo o domingo, afetando centenas de passageiros. Os ônibus só voltaram a transitar na manhã desta segunda-feira.

Segundo o sindicato, as ameaças começaram na manhã de domingo quando um grupo de bandidos exigiu um ônibus para que traficantes fossem levados a uma partida de futebol. A empresa se recusou e um bando armado foi ao ponto final das linhas, no bairro do Mundel, sequestrou o motorista que foi obrigado a seguir com um ônibus até o interior da comunidade.
No local, ainda segundo o sindicato, o profissional que estava uniformizado foi ameaçado de morte e agredido. O sindicato informou que o profissional está recebendo toda assistência necessária, com apoio de médicos, psicológicos e jurídico.

Em abril deste ano, durante a guerra entre quadrilhas dos bairros do Salgueiro e Jardim Catarina, empresas de ônibus foram forçadas, segundo o sindicato, a suspender a circulação de 18 linhas, prejudicando milhares de usuários do transporte coletivo no município.

Em nota, o sindicato informou que “tem denunciado, há mais de dois anos, a escalada da violência em São Gonçalo, com ações cada vez mais agressivas por parte dos traficantes”. Também lembrou que um grupo de trabalho foi criado, envolvendo advogados e diretores. O texto revela ainda que a categoria estuda medidas para mobilizar as autoridades públicas em torno desta questão. Não estão descartados protestos e até uma paralisação das atividades da categoria.

O empresário Márcio Barbosa, presidente executivo do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado (Seterj), revelou nesta segunda-feira que o número de funcionários ameaçados por traficantes e milicianos que atuam no município aumentou bastante este ano. Ele também afirmou que a paralisação do serviço e a mudança de itinerário tem virado uma rotina.
“Infelizmente, em São Gonçalo, ações violentas do tráfico e de grupos milicianos viraram rotina. Tem ocorrido com muita frequência. Já comunicamos às autoridades de Segurança Pública, ao Ministério Público estadual e do transporte tudo que tem ocorrido. Os rodoviários e os empresários recebem ameaças de toda ordem. O que está ocorrendo em São Gonçalo é gravíssimo”, afirmou.

O Sindicato dos Rodoviários com atuação em Niterói e São Gonçalo enviou ofício nesta segunda-feira ao 7° BPM (Alcântara) no qual solicita reforço de policiamento nos bairros do Mundel, Vista Alegre e São Pedro, em São Gonçalo.

Fechamento do acesso da Ponte Rio-Niterói ao centro do Rio prevê caos no trânsito

O São Gonçalo, 01/07/19

O São Gonçalo

As obras do corredor TRANSBRASIL chegam à Rodoviária Novo Rio e prevê o fechamento do acesso à Avenida Francisco Bicalho para veículos que descem da Ponte Rio-Niterói. A passagem será bloqueada pela faixa exclusiva do corredor, que terminará na Rodoviária, onde os ônibus procedentes da Avenida Brasil farão o retorno, e não mais no Centro do Rio, como fora previsto no projeto original.

Por mês, passam cerca de 3,5 milhões de passageiros de ônibus na ponte, sem contar sem contar os usuários de veículos particulares, de carga e ambulâncias que serão penalizados com as obras que a Prefeitura do Rio está fazendo próximo à Rodoviária Novo Rio.

Na última sexta, 28, o problema foi levado ao secretário estadual de Transportes, Delmo Pinho. O fechamento da via dificultará a chegada dos ônibus e demais veículos ao Centro do Rio, prevendo engarrafamentos gigantescos na saída da Ponte Rio-Niterói, como já vem acontecendo atualmente por causa das obras.

Das 80 linhas de ônibus que passam pela ponte com destino ao Rio, 70% têm seu itinerário pela Francisco Bicalho para chegar ao Centro da capital pela Avenida Presidente Vargas.

Alerta do problema foi abordado desde o começo do ano:

Em reunião, no dia 2 de abril, com a secretária municipal de Transportes do Rio, Virgínia Salerno Soares, ela garantiu aos vários segmentos de transportes de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí que o acesso à Francisco Bicalho não seria bloqueado.

Porém na última sexta, 29, a secretaria municipal de Infraestrutura e Habitação informou, através de nota, que a Avenida Presidente Vargas poderá ser acessada pela Rua Sá Freire. Não haverá bloqueios para os veículos que passam pelo elevado que desemboca na Francisco Bicalho e para os que trafegam pelo túnel Marcelo Alencar.

Presidente executivo do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Setrerj), Márcio Barbosa confirmou que será inevitável o impacto negativo na vida de milhares de usuários da Ponte Rio-Niterói caso o bloqueio da Avenida Francisco Bicalho seja confirmado, como está no projeto da obra do corredor Transbrasil que chegou às mãos dos operadores de transportes na semana passada.

“A única informação que temos foi a passada pela secretária de Transportes no dia 4 de abril. Ela garantiu que não haveria problemas, mas o projeto da obra revela o contrário. E ninguém consegue entender como a Rua Sá Freire vai absorver uma quantidade tão grande de ônibus e demais veículos. Os usuários dos ônibus serão muito prejudicados se forem obrigados a desembarcarem na rodoviária e terem que embarcar em outro meio de transporte para chegar ao local de trabalho e vice-versa”, informou Barbosa, especialista em transportes.

Procurado por usuários de ônibus, o deputado estadual Fernando Salema (PSL) disse que vai pedir informações à Prefeitura do Rio sobre o projeto e mobilizar a Comissão de Transportes da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Dionísio Lins (PP), para que seja feita uma audiência pública sobre a questão.

“É um absurdo que a Prefeitura do Rio faça uma obra que vai impactar a ponte sem antes ouvir os segmentos que serão afetados por eventuais mudanças. Confirmado este bloqueio, milhares de pessoas, que já sofrem com engarrafamentos diários na ponte, serão sacrificadas” disse o deputado.

A Secretaria de Infraestrutura e Habitação informou que: “A pista do meio da Avenida Brasil, em frente ao Into, está com duas de suas três faixas de rolamento bloqueadas para as obras de implantação do BRT Transbrasil. As intervenções são importantes para a implantação de um viaduto que ligará este ponto ao Caju. O BRT ocupará duas das três faixas. Após a conclusão da obra, o fluxo de veículos no sentido Av. Francisco Bicalho seguirá pela Rua Sá Freire. A conclusão do corredor do BTR Transbrasil, que ligará o bairro de Deodoro à Rodoviária Novo Rio está prevista para dezembro deste ano.”

Em nota a Secretaria Municipal de Transportes informou que “A reunião realizada no dia 2 de abril, citada na reportagem, teve como tema o projeto do BRT TRANSBRASIL, quando estiveram presentes os órgãos e entidades das linhas de ônibus intermunicipais. Nessa ocasião, foi assegurado pela Secretária Municipal de Transportes que as linhas provenientes da Ponte Rio Niterói não fazem parte da racionalização. Em nenhum momento a Secretária informou a necessidade de alteração temporária do itinerário durante o período de obras. Ou seja, essas linhas não serão interceptadas quando da entrada em operação do BRT TRANSBRASIL, podendo circular pelo itinerário atual, acessando a Francisco Bicalho e demais vias para chegar ao centro da cidade.”

Setrerj cria Grupo de Trabalho para desenvolver projeto de Compliance

Portal Fetranspor

O Setrerj (Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro) está trabalhando em um projeto de Integridade e Conformidade, buscando estar em Compliance. A iniciativa é uma exigência do novo Conselho, eleito em abril deste ano, e terá, entre suas ações, a construção de um Código de Ética e de Conduta.

O projeto, que começou a ser desenvolvido em maio, conta com um Grupo de Trabalho (GT), criado e coordenado pelo presidente executivo do Sindicato, Marcio Coelho Barbosa, e composto pelas principais lideranças da instituição, das áreas: financeira, de tecnologia, de mobilidade, de gratuidade, ambiental e de consórcios, que se reúne semanalmente.

Foto: Divulgação / Setrerj

Na primeira etapa do trabalho, o GT está se aprofundando no tema, participando de treinamentos e fazendo benchmarking. O Grupo já visitou os profissionais responsáveis pelo Compliance na Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro, que começou a construir seu projeto há cerca de um ano; no Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro), que também está com seu projeto de conformidade em desenvolvimento, e na Viação Teresópolis e Viação 1001, que trabalham em seus Programas de Compliance há dois anos e meio. “Todos foram muito receptivos e passaram importantes orientações para o Grupo do Setrerj”, afirma Marcio Barbosa.

O Grupo de Trabalho participou ainda de seminários presenciais na Federação das Empresas de Transportes e na Associação Comercial do Rio de Janeiro, além de fazer um treinamento online sobre o assunto. Segundo Marcio Coelho Barbosa, nessa fase inicial a proposta é que o Grupo adquira conhecimento e ouça as experiências. A próxima fase será de compartilhamento com os demais funcionários do Sindicato. “A ideia é que, após o projeto estar pronto e implementado, o Setrerj sirva de exemplo e mostre o caminho a ser percorrido também pelas empresas associadas”, destaca o presidente.

Compliance significa conformidade. Uma organização que está “em Compliance” é aquela que atua conforme as normas, cumprindo rigorosamente legislação, normas e regulamentos internos e externos, além de ter uma postura ética. Ou seja: uma organização aberta, transparente, justamente porque não tem nada a esconder.

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